sexta-feira, 21 de julho de 2017

Em queda livre...

A quantidade de pessoas dizendo que é preciso agir em conformidade pragmática de acordo com a lógica prática das coisas que aí estão e chamando isso de "esquerda" não está no gibi. Para alimentar conformidade lógica ao sistema, não há necessidade de esquerda. Muito menos de se declarar de esquerda. Esquerda é a não conformidade prática à lógica prática do sistema do capital. E ainda ficam alimentando discursos muito semelhantes com os dos militantes do Bolsonaro, discursos anti-intelectualistas, anti-acadêmicos, ou seja, uma esquerdazinha de merda neoliberal e néscia se afirmando por aí, desejando "ser alguém", como o liberalismo social das periferias, né?

Entre autoridade e frescura...

O líder de massas afirma: "Este país está sem autoridade" (Lula). E a massa delira no seu profundo desamparo. Na busca por alguma esperança e fé. Cai na mais absurda mistificação direitista e conservadora de um líder ameaçado, que faz com que todos os seguidores também se sintam ameaçados. A que ponto, hein? Achei foi pouco o PSOL levar uma lapada do Lula sobre sua suposta "frescura". Afinal, a maior parte da militância do PSOL nos últimos tempos hesitou e se colocou claramente em defesa de Lula e em apoio ao PT, como se houvesse aí um campo de esquerda. É melhor parar de frescura mesmo!

A ex-querda do espetáculo.

A mistificação em torno do Lula vai custar muito caro. É uma demonstração de desamparo e alienação. É a crise terminal do campo de esquerda. Muito triste. Erro político crasso. Depender de Lula para ter fé e esperança é a miséria do pensamento. É a esquerda sendo direita. É a vitória do delírio e do espetáculo. Qual o sentido de participar de uma "esquerda" pró-capitalista? Qual o sentido em usar o sentimentalismo do "social" para defender o sistema do capital e do seu Estado de dominação? Chafurdaram na lama, se sentindo cúpulas do alto poder durante anos, aí agora voltam a ser "da rua"? A crise é uma crise da esquerda. A crise é uma crise da ex-querda. O golpe foi gestado por essa crise. E a falta de autocrítica continua e a idolatria continua e a profunda mistificação também.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

14 de julho de 2017

PSDB, PT e PMDB: cúmplices do sistema de corrupção do grande capital. Aliados das cúpulas burguesas. Agentes pró-capitalistas. Reservam políticas compensatórias para fazer a terapêutica da pobreza. Na luta anti-capitalista, não há concessão aos pelegos. Sigamos. Não fazemos parte do mesmo lado. A luta é contra o Estado do capital. É contra a representação política dos pelegos. Escolher entre o liberalismo conservador do PMDB, o liberalismo econômico do PSDB e o liberalismo social do PT na forma como gerenciam o sistema de corrupção inerente ao Estado capitalista moderno? É essa a escolha? O problema é que PMDB, PSDB e PT não gostam de andar sós. Adoram se misturar. Quem vai gerir melhor as condições neoliberais no contexto brasileiro? Façam suas apostas. Elaborem seus votos. Vamos exercer nossa cidadania. Busquemos o melhor para o Brasil. Mais uma vez o petismo e o lulismo irão canalizar energias para aquisição de capital eleitoral, esvaziando de sentido a luta coletiva contra a precarização imposta pelo sistema do capital. Afinal, os governos do PT foram agentes ativos dessa precarização e de proteção dos interesses desse sistema. Foram os governos que mais capitalizaram a favor do grande capital (isso é fala de Lula) em troca de políticas compensatórias para tratamento terapêutico da pobreza. Sem falar que no segundo governo Dilma, quase ninguém gosta de lembrar isso, foram 3 milhões de pessoas lançadas na miséria, um pouco mais do que no atual governo golpista. E que a Dilma afirmou no congresso, durante sua defesa, que tudo o que Temer estava a fazer era ela quem ia realizar, mas o congresso com pauta bomba não permitiu. Por que heroicizar esse entreguismo deslavado do reformismo conciliatório aliado com o grande capital como se não tivesse sido isso o catalisador da crise das esquerdas, pois a crise política é uma crise da esquerda? Quem promoveu um corte de 80 bilhões da área social? Governo do PT. Aí recebeu um golpe, após dar um golpe. Não há vítimas nas cúpulas de poder. As vítimas são anônimas. Não se pode tratar como vítima uma máquina de conquista do poder que toma decisões de "governabilidade", sabendo das possíveis consequências e do que se tratava. O papel de vítima é uma farsa. Quem luta pelo poder, está na chuva para se molhar. As vítimas não são esses que trabalham para o reforço do poder patronal e senhorial, agindo em nome dos descamisados. Isso é manipulação grosseira, a alegação de papel de vítima.Por que será que quando a gente faz críticas às interpretações das militâncias partidárias da ex-querda e da ex-querdinha, eles logo nos chamam de "doidos", de "esquerda macho branco", entre outros desqualificações, partem com pedras na mão e se tornam agressivos usando a linguagem dos militantes do Bolsonaro para nos agredir? Devemos nos calar? E o stalinismo não sai deles, né? Pelo tom agressivo, as minorias heterodoxas seriam as primeiras a ir para o paredão. A gente fica entre a cruz e a espada.

sábado, 24 de junho de 2017

Estado do crime

O Estado brasileiro atua como uma estrutura de ódio contra sua própria Constituição. Estado brutal, ilegal, contra os direitos, contra as liberdades, a favor de desigualdades históricas. O Estado brasileiro é um estado de sevícias praticadas contra os mais fracos e de acobertamento dos crimes do andar de cima. A luta por democracia real é premente. A revolução democrática é uma tarefa coletiva.

Perversos normalizados a serviço do poder

Tenho o desprazer de conhecer, por motivos profissionais, alguns indivíduos, "intelectuais", que sentem prazer em servir aos poderosos e comemoram quando os oprimidos são mais oprimidos. São perversos normalizados. Perigosíssimos. São capazes de roubar e matar para manter padrão classe média alta. E matam e roubam mas como andam bem vestidos (há controvérsias sobre isso) vivem nas colunas sociais. (Para os desavisados, matar e roubar aqui neste texto estão em sentido figurativo, é apenas para enfatizar a revolta com o tipo humano descrito, não vão me denunciar para as autoridades de novo, dizendo que conheço pessoas que roubam e matam, pelo amor de Deus).

Trabalhar contra o sucesso da burocracia

Se fôssemos cumprir à risca todo o mundaréu de portarias de permissão e restrição do que deveríamos fazer, a gente trabalharia a metade do que trabalha. Os gestores quando querem se impor como os agentes mais relevantes de uma organização, esquecendo que o mais importante é a qualidade e a assertividade em gerar benefícios para seus públicos, começam a legislar, legislar, legislar, dar ordens, ordens, ordens, que se fossem levadas a sério o trabalho na organização seria paralisado praticamente, paralisado para fazer o cortejo aos todos poderosos da gestão. Para trabalhar, para ser produtivo, útil e atencioso para com os públicos, precisamos ignorar e desobedecer a parafernália paralisante das gestões. Coisa de maluco! Deixem a "atividade-fim" trabalhar, pelo amor de Deus. Editar