domingo, 30 de abril de 2017

As "reformas" para a manutenção do racismo

As "reformas" trabalhista e da previdência escondem o fortalecimento da estrutura dos privilégios para certos segmentos dominantes do Estado e da sociedade civil. O motivo profundo da reforma é a manutenção de tal estrutura história de privilégios. O uso de terminologias liberais é um poderoso despiste, uma cortina de fumaça. Usam discursos liberais para afirmar historicamente um Estado de hierarquias sociais baseada no racismo institucional do Estado brasileiro.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Greve geral de merda

Os segmentos mais dependentes do clientelismo, da corrupção e da violência do Estado são os que mais usam a ideologia do mérito e o mito do mercado para defender o andar de cima e tirar alguma casquinha das migalhas que caem das mesas dos Senhores. A meu ver, não há crise de representatividade política no BR. Trata-se de uma interpretação eurocêntrica. O BR possui um desejo enorme de representatividade política num sentido sem rupturas. A greve geral de amanhã é sintoma disso. FHC, Lula, Dilma e Temer. Governos cúmplices do sistema de corrupção, do clientelismo e da conciliação pelo alto com as demandas do sistema neoliberal e neoescravagista do capital. Governos traidores da luta do povo. Abaixo PSDB, PMDB e PT. Greve geral não combina com desejo eleitoral. Uma coisa tem me chamado a atenção nos últimos tempos. As pessoas quando são contrariadas por opiniões que diferem das suas têm recorrentemente classificado a opinião do outro como coisa de louco, idiota, burro, débil mental, retardado, analfabeto, imbecil, viado, sapatão, e por aí vai. As pessoas nas lutas por supremacia trazem todo o arsenal de preconceito à tona. Interpretou algo diferente, já é classificado de burro, como se nesse mundo de merda só não houvesse interpretações de merda por todos os lados. Lembro que estava tempos atrás fazendo uma crítica ao PT, aí militantes do PSOL morriam de me elogiar. Fiz depois umas críticas ao PSOL, os mesmos militantes que me elogiavam me classificaram de "louco", psiquiatrizaram-me. O interessante é que quando fiz uma crítica ao governo do Estado a assessoria de imprensa do governo me chamou de "irresponsável". Encontrei um modus operandi entre o governo e o PSOL. Aí me afastei do PSOL. Na minha avaliação, as pessoas que associam a greve geral ao PT erram por falarem isso com raiva, com agressividade, mas acertam bastante do ponto de vista pragmático. Dizer que a maioria dos que fazem passeata cívica hoje não estão com o desejo eleitoral ligado ao Lula 2018 é tapar o sol com a peneira. Se fosse greve geral não eleitoral, não seria na sexta, seria na quarta, como sempre foi historicamente. O preconceito é um erro, mas há um acerto analítico no preconceito, isso está ligado ao conceito de ideologia. As ideologias precisam ser plausíveis, e é plausível sim associar a greve geral ao desejo eleitoral da maioria ligado ao PT. Não vejo delírio nisso. Por que não? Só porque alguns expressam isso com ódio, deixa de ser plausível? 14 milhões e 200 mil desempregados no país. Isso funciona como uma condição objetiva para a destruição do emprego. Destruir o emprego, tendo uma realidade de desemprego assombrando a maioria, é uma estratégia inteligente da classe dominante. Estão conseguindo unificar suas disputas internas. A vitória hoje é do capital, pois a maioria com desejo eleitoral vai precisar de capital para as próximas eleições e todo mundo já se mobiliza para isso. Para fazer jogar capital na eleição do Lula 2018. Ou será que mais uma vez a ex-querda vai querer dizer que o jogo político do PT 2018 vai ser sem medo de ser feliz? Papo furado. Mito. Igual aos que alimentam o Bolsomito. Lula neutralizou a luta de classes no BR, usou isso como moeda política, assinala que se estivesse no governo, não haveria greve geral, se vangloria disso, de ser pelego. Os sindicatos vendidos com faixas de luta de classes hoje, quando ficaram de bico calado e molhado durante anos e anos de peleguismo oficial no poder. Fora traidores da revolução popular. Fora peleguismo entreguista atrelado ao sistema do grande capital. Fora ex-querda pelega, oportunista, cúmplice do sistema de dominação.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Próximo à greve geral.

Uma greve geral numa sexta-feira é um modo café com leite de fazer as coisas. Tinha que ser na quarta, pois virava uma semana de greve geral. Mas o motivo eleitoral da maioria não permite isso, né? Tudo tão triste, fico meio sorumbático só de pensar. Ser convocado pelo Ciro, Lula e Guimarães para fazer greve geral é pior do que bater em mãe. Enquanto a maioria estiver fazendo evento eleitoral no lugar que deveria ser de luta, nada vai sair do canto e as reformas neoliberais vão passar, pois até Lula e Dilma eram a favor delas. Governo Dilma foi muito mais violento contra os índios, mas a maioria dos que agora reclama, silenciou profundamente. Esse tipo de impostura é inaceitável. Quando o massacre era pelas mãos do governo do PT, quase ninguém se solidarizava com os índios. Assim não dá. Se 9, em cada dez, brasileiros dizem que país está no rumo errado, por que o rumo errado é cada vez mais adotado como rumo efetivo do país? Há algo de muito errado com uma população que aponta o caminho como errado e silencia diante dos que a levam pela mão para consolidação do caminho errado, não?

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Na mais perfeita normalidade.

E tudo na mais perfeita normalidade no Ceará. Apenas 1 milhão e 200 mil crianças e adolescentes na pobreza. Dos quais quase 600 mil na miséria (extrema pobreza). Além de um terço da população de Fortaleza vivendo em situação de favelamento. Tudo na normalidade, como afirmam os jornais das oligarquias.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Esquerda?

Os bastardos que nos dirigem estão testando até onde podem foder com a gente, estão checando nossos limites. Estão experimentando quão grave é a crise das esquerdas. Vão avançando, sentindo se podem ir mais e então seguem dando gargalhadas às nossas custas. Quando a esquerda vai voltar a ser esquerda? Se não for logo, não vai sobrar nada.

sábado, 15 de abril de 2017

Neutralização da política

Não consigo parar de lembrar que existem 500 mil crianças na miséria no Ceará. Isso me atormenta. Não dá para encostar a cabeça no travesseiro e dizer que está tudo maravilhoso. Meio milhão de crianças na extrema pobreza, situação agravada pela persistente violência doméstica contra crianças. Não dá para calar. A indiferença e a impassibilidade diante da dor dos outros é o mal maior. A fuga da realidade como uma fuga da responsabilidade é uma consequência disso. Não consigo parar de lembrar que há meio milhão de crianças em situação de miséria no CE. Por que o sofrimento social dos filhos dos outros não interessa a todos, não é o objeto principal da política? Não seria uma questão ética o concentrar esforços coletivos para superar essa dura realidade? A solidariedade é o principal problema político. E a falta dela é a neutralização da política.

Passividade e indiferença?

Se três quartos das campanhas eleitorais foram financiadas de maneira criminosa, o sistema político acaba de quebrar a máxima que diz que não se deve generalizar. Três quartos permite uma senhora generalização, não? Pensem numa sinuca de bico. Como legitimar as coisas daqui para frente? Que tipo de crença dará sustentação a um brutal sistema de desigualdades? Mas não penso que haverá uma tomada de consciência generalizada. Ao contrário, acho que haverá aumento da indiferença e da passividade. Não estou nada otimista com esse denuncismo explícito. Se está explícito é porque querem esconder algo, algo não está sendo mostrado. O que será?