Revoltar-se contra si mesma é a tarefa permanente da esquerda radical e libertária e não ficar tomando sorvete de limão nos estabelecimentos comerciais italianos da burguesia em Fortaleza. Este blog é para criticar a nós mesmos, camaradas!
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Quer dizer que não é violência?
Quer dizer que não é violência o filho do Eike Batista fazer uma conta de 16 mil reais numa noite numa boate? O dinheiro é dele, né? Sei. Quer dizer que não é violência o fato de haver constituição sem garantias, os direitos negados à maioria e os deveres cobrados pela polícia? Quer dizer que não é violência a concentração de riqueza privada? Quer dizer que não é violência domesticar os sentimentos de revolta, canalizando-os para eleições? Não é violência ser eleitoreiro? Num momento crucial de contestação da ordem, militâncias partidárias de frente de esquerda tudo se refestelando com eleições nas redes sociais virtuais, comemorando eleições do ano que vem? Não é ridículo isso? Quer dizer que não é violência uma criança brasileira nascer numa favela com IDH de 0,3? Mas é violência que uma minoria dessas crianças nascidas na falta de garantias constitucionais cometa em algum momento da vida alguma violência criminal, né? Por que o cidadão é de bem, aí pode não ver violência na exclusão, mas pode ver violência no resultado dela? E por que o cidadão de bem não vê violência nos crimes cometidos pelos ricos e poderosos, muito pelo contrário, faz é se orgulhar de votar neles, de ter criminosos ricos e poderosos como representantes e dirigentes do Estado?
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Censuras e mais censuras
Facebook do Obama só pode estar frescando comigo: ontem me baniram e pediram cópia do meu RG para eu ser aceito de novo, hoje estão pedindo meu telefone. Zorra é essa? Eu que sou um colaborador da empresa, operário padrão do Facebook, e estou tendo que brigar para não ser demitido. Lá vai! Já enviei RG, agora vou enviar meu telefone celular, que querem confirmar quem eu sou. Valha minha nossa senhora! Diabo é isso?
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Depois da Lei de Segurança Nacional...
A partir de hoje, minha página no Facebook não é mais recomendável nem para crianças, nem para a maioria silenciosa, por uma determinação da Lei de Segurança Nacional. Só não consigo entender por que a maioria silenciosa que nunca lê o que eu escrevo continua ignorando a posição de se manifestar sobre aquilo que a deixaria numa condição de relação com a exterioridade da maioria silenciosa. Vão ficar entregando nós pra polícia só na maciota, é? Só no segredo, só no silêncio? Tudo amigo de nóis e se mantendo no silêncio de maioria que nos entrega pro pau de Arara? Olha lá!!! A arara passou...
Um passarinho verde me contou que...
Somos desqualificados em bloco como grupelhos, quando sabemos que isso não é verdade, entre nós há uma grande heterogeneidade de pensamento, a grande diferença é que nós tentamos conviver com a pluralidade, pois gostamos moralmente e esteticamente da pluralidade. O fato de se referirem a nós, como uma ameaça à hegemonia cidista, que estamos aqui buscando criticar, fazer reflexões, propor outras maneiras de existir, é um indício de que o que escrevemos aqui não é de todo inofensivo. Saudações libertárias.
Democracia policial militar no Brasil.
Não deixa de ser sintomático que PM, instituição falida, com baixa confiança da população tenha se tornado a menina dos olhos dos políticos.
A PM, reprovadíssima nas pesquisas de confiança institucional, que mete medo em todos e todas, que tortura, que faz extermínio, que faz armas circulares, que faz seus membros se suicidarem, que é terrível inclusive com os indivíduos que estão sequestrados por ela, é a instituição mais importante da democracia no Brasil?
Quando governantes dependem de forças policiais de segurança para se proteger de protestos com repressão policial, a população vira inimiga, qual foi a instituição que foi criada para agir com este objeto, a população inimiga? A PM brasileira. Ou seja, o que era obsoleto, virou da hora!
Espero que possamos gerar coletivamente uma onda de insubmissão diante do intolerável.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Por que será?
Por que será que pessoas altamente intelectualizadas estão vindo com papos anti-intelectualistas e, em outro registro, pessoas altamente distantes dos cotidianos de luta das camadas populares só falam em ação direta nas ruas como o supra sumo da ação política? Questões que não querem calar. De um lado, intelectuais falando mal da vida intelectualizada. De outro, segmentos de classe média sem história de enraizamento em lutas populares, apresentando-se como a essência da luta, apenas por fazerem campanhas eleitorais para camadas médias em lugares da cidade destinados para o uso e a moradia de camadas médias e médias altas. Apenas questões para se pensar.
Crime de endividamento ilícito.
Uma vez uma pessoa entrou em contato comigo para me ameaçar, uma pessoa do governo, assessora de governo (não foi uma única vez), mas nesse caso a ameaça era clara: "amigo, Leonardo!" (vocês sabiam disso? Os assessores de governo sempre nos chamam de amigos?), "amigo, Leonardo! Olhe que tem gente com telhado de vidro e que fica dando uma de moralista mas que a casa também pode cair!". Ele estava falando de mim, é claro. Esse era o recado. Sabem o que eu respondi? Denuncio com a segurança ontológica de quem possui dívidas que ultrapassam a soma de qualquer soma de conta corrente, patrimônio e bens que eu possa ter. Ou seja, um homem com dívidas é um homem livre! Quem deve, não teme! Como posso ter telhado de vidro se minha herança é em dívidas? Existe crime de endividamento ilícito? O ditado popular está errado, neste caso.
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