sábado, 12 de setembro de 2015

11 de setembro de 2015

Na minha avaliação como pesquisador, considero o evento do WTC como lembrança do 11 de setembro mais relevante do que o evento regional da queda do Allende, mesmo que eu seja de esquerda e chore toda a vez que vejo as imagens de Allende sendo deposto e assassinado ou suicidado. Mas o evento do WTC teve um impacto histórico global, a queda de Allende é regional. Não gosto de me deixar levar pelas emoções para avaliar questões históricas.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Faça amor, não faça guerra!

Inspirado numa reflexão do meu colega Jakson Aquino, gostaria de lembrar que o "tudo vale", característico do niilismo anarquista que aderiu a métodos terroristas, militarizados e violentos, presta um desserviço, a meu ver, às lutas libertárias. Qualquer forma de militarização da luta, bem como uso de modos autoritários de organização em nome da "liberdade", parece-me um grande equívoco. A luta por democracia real é afetada negativamente pela guerra, seja ela de qual natureza for, a luta armada contra a ditadura, por exemplo, foi um dos maiores equívocos das esquerdas nas décadas de 1960 e 1970, o tipo de militante forjado nisso foi de perfil autoritário, como José Serra e Dilma, ou então, de perfil "tudo vale", como José Dirceu e César Maia. Não é isso o que desejamos. É a ruptura com esses modos autoritários, stalinistas, antidemocráticos e antiéticos das esquerdas que vai tornar possível a emergência de novos movimentos de esquerda, sem veleidades militaristas, autoritárias e personalistas. É como penso o problema da crise da esquerda hoje. É uma crise interna. A revolução democrática é a luta por liberdade, por liberdades públicas. Uma luta pacífica. Faça amor, não faça guerra!

domingo, 6 de setembro de 2015

Fazer inimigos

Quer fazer inimigos no Brasil? Basta atrapalhar ou ameaçar atrapalhar as fontes de rendimento das "famílias", falo das fontes de rendimento que garantem vida confortável, mas são fontes de origem duvidosa, é esse o único motivo que leva a uma guerra civil.

Muita gente querendo mandar na gente.

Vocês já notaram que é muita gente querendo mandar na gente? E vocês também já notaram que esse pessoal, perverso normalizado, perverso integrado, querendo ser braço executivo da paranoia do Estado, querem mandar na gente mas pelo excesso de paixão pelo poder quase não sabem mais o que é desejar o saber? Querem mandar sem estudar, como assim? O que mais me impressiona é esse pessoal com desejo de mando, os perversos normalizados, batendo com o pauzão enorme sobre a mesa, com fantasias toscas de supremacia, de ser cúpula, mas com uma vontade de saber bem pequeninazinha, quase sumindo. Vivem com o mando nas mãos e na voz, mas nunca vão nem na biblioteca. Não sabem mais nem o que é um livro.

Na recusa ativa da autoridade

Recusa ativa! Recusemos reconhecer as "autoridades" do sistema de dominação, recusemos simplesmente, não deem bom dia, não puxem o saco, não lambam as botas dos que desejam mandar em nós. O exercício do poder dos mandões se alimenta de likes, se alimenta da validação que a força de nossas crenças deposita neles. Vamos despir o rei! Precisamos nem cortar a cabeça do rei, só deixá-lo desamparado, no seu imenso vazio, no seu desejo de nada.

Clientelismo no corpo.

As práticas de clientelismo estão tão entranhadas nos corpos que até os corpos que se dizem insurgentes ou críticos não passam sem adular as práticas do clientelismo, com seus modos afetivos de manipular relações interpessoais no jogo do poder. Quero é distância desse desamparo que faz com que capacho adule capacho.

Contra o empresariamento do corpo docente.

O que há de mais grave no momento é o processo de empresariamento da mão de obra docente, seja de modo regular, que é menos grave ou de modo irregular, o que é muito grave. Sou a favor que os professores deixem de usar estudantes como alvo e bode expiatório e passemos a olhar para nós mesmos, pois nossas relações estão de mal a pior, incluindo as centenas de casos de processos administrativos por irregularidades, problemas de professores que foram condenados na justiça por corrupção, desvio de dinheiro, casos de desmandos, abusos e muito autoritarismo. Vamos discutir nossa democracia interna e parar de usar o episódio da ocupação estudantil da Reitoria como cortina de fumaça para que não se chegue ao ponto central que é o turbilhão de problemas que envolve o corpo docente da universidade. Esclareço minha posição: não sou contra a Universidade realizar parcerias, convênios e consultorias, desde que dentro das regras e da lei. Sou contra a situação de empresariamento da mão de obra docente por empresas privadas e poderes públicos que fere a autonomia universitária. Penso que devemos discutir o sentido desse empresariamento. Se alguém me diz que a solução para os salários baixos, não condizentes com o nosso nível de formação, com competências e habilidades requeridas para formar profissionais em três níveis (graduação, mestrado e doutorado), entre outras missões, como produzir conhecimento de ponta e transmiti-lo em tempo real em sala de aula e nas orientações, é buscar complementar renda, trabalhando para fora, para governos e empresas, sinceramente, isso muito me preocupa. Ademais, quantas "consultorias" hoje são para movimentos sociais e para benefício direto do bem-estar das camadas populares? Esses são os meus questionamentos e considero ponto de pauta da maior relevância para a greve. E estou em atividade de greves no circuito anarcossindical, pois não gosto de ser comando, nem ser comandado, é uma questão política. Então, corro por fora. Por outros caminhos, o que não quer dizer que sejam os melhores e os outros não prestem. Longe de mim, eu dizer algo assim.