domingo, 6 de setembro de 2015

O insolente

Sei que insolências contra o campo do poder trazem punições, são seguidas de retaliações, claro que sei, de experiência própria, é algo que sinto no próprio corpo, mesmo assim não deixarei de ser insolente. O que posso perder? Dinheiro? Não, vivo apenas do salário de merda e vou seguindo. Acesso às oligarquias? Não, já vivo negando as vias de tal acesso e este acesso não me interessa. O que posso perder, então? Eles vão bolar algo, são experts em arranjar punições refinadas para quem não obedece, mas não abro mão da minha insolência. Nem que eu fure meus olhos!

O vandalismo.

Vandalismo é a aliança do governo com o agronegócio e a omissão diante do assassinato de lideranças indígenas, pois o agronegócio conduz os interesses do governo federal e vice-versa. Isso sim é vandalismo! Vandalismo é um governo mentiroso, que se elege com o lema Pátria Educadora e corta 12 bilhões da educação pública federal, e se deixa sequestrar por uma oposição fascista e direitista, sendo o próprio governo composto pelo que há de pior na política brasileira. Isso sim é vandalismo! Vandalismo é um governo capacho do capital que corta 80 bilhões da área social. Um governo covarde, acéfalo, sem compromisso com a luta por democracia real. Isso sim é vandalismo!

Os aliados da opressão.

Pessoas que silenciam diante de desmandos e abusos de pessoas graúdas e poderosas, mas que usam de verborragia para atacar, criminalizando estudantes, ações políticas, sejam elas excessivas ou não, é uma questão a se discutir, não merecem respeito. Calam diante do muito poderoso e despejam raiva contra os fracos. Agem como aliados do sistema de opressão.

Desejos de mandar

Essas pessoas com desejos de mandar, encontrando muitas pessoas com desejos de ser pau mandado, validando-as, são tão feias, desagradáveis e desinteressantes; sem falar na estultícia, na tremenda inépcia. Menos mandonismo e mais amor livre, menos gritos e mais beijo na boca, menos "sucesso" e mais saber, mais sabor. Estou de boas!

sábado, 5 de setembro de 2015

O mercado e a greve.

É triste ouvir falar que durante uma greve o mercado de consultorias para setor privado ou público, de modo legal ou não, possa supostamente, segundo os boatos, estar altamente aquecido. Esse problema do empresariamento do corpo docente é muito grave. Para alguns colegas, o salário na universidade é uma mesada diante do que ganham nas consultorias. Para mim, essa é uma pauta de primeira grandeza para o movimento grevista. Universidade para quem? Universidade para o capital, para os governos? Ou Universidade para a democracia?

O excesso que excede

O único excesso que me assusta nesse momento é o excesso de capachos desejando lamber bota de cúpula para ser cúpula. Esse excesso de peleguismo é muito prejudicial para a luta por democracia real. Excesso de polícia seletiva, que só fala publicamente contra quem é oprimido, mas fica caladinho, em silêncio, diante dos abusos do andar de cima.

sábado, 25 de julho de 2015

Anarca

O ethos burguês é discreto, reservado, separa cuidadosamente público e privado, valoriza a arte pela arte, o dinheiro pelo dinheiro, o sucesso pelo sucesso, o poder pelo poder, o conhecimento pelo conhecimento. A gente que é proleta da base, na boa e velha luta libertária, leva uma vida escancarada, escandalosa, escarrada, punk, popular, explícita, abertamente desabusada, anarca. Os burgueses detestam. Que bom!